
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Nova Ortografia da Língua Portuguesa - Palestra

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Educação na era Eduardo PaesEm uma das eleições mais acirradas da história do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) venceu o candidato do PV, Fernando Gabeira, com pouco mais de 55 mil votos. Para se ter uma idéia mais ampla do que isso significa, é o equivalente a mais ou menos um terço do Maracanã cheio em jogos importantes do Flamengo em campeonatos brasileiros.
Esporte e política à parte, o que realmente quero comentar é o fato de o novo prefeito afirmar que vai investir bastante na área de educação, e isso será muito bom. O fim da aprovação automática, que recebeu grande destaque durante a campanha de Paes, terá fim logo, logo, segundo o futuro prefeito. Se é que possível, pois isso acarretará muito gasto, uma vez que terá de contratar mais professores, o que ele também garantiu que fará, além de arranjar mais espaço físico para os possíveis alunos reprovados e mais os novatos. Os professores que se preparem, pois o índice de repetentes será enorme, superlotando as salas e deixando os mestres mais sobrecarregados ainda.
Concordo com o fim da aprovação automática, na verdade isso nunca deveria ter acontecido; que seja feita a vossa vontade! Paes que se prepare para consertar a lambança feita por seus antecessores.
“A aprovação automática é terrivel, encontrei mães dizendo que filhos de 12 anos não sabem ler. Vou fazer um grande debate conversando com o magistério para não irmos para o lado errado, com repetição de ano e evasão escolar. Mais professores serão contratados”, afirmou Paes. (Fonte: O Dia)
Vamos esperar pra ver.
(Foto: Carlos Wredde - Agência O Dia)
Por João Rodrigues
domingo, 26 de outubro de 2008
Durante os 30 dias em que o site ficou no ar, 363 colaborações foram inseridas - mas apenas 173 aproveitadas - mais de 14 mil pessoas visitaram o site.
O livro conta a história de Bruno, um adolescente que sonhava em ser escritor, e, ao ganhar um computador, começou a escrever, mas teve seu texto roubado - e o computador também, é claro. O enredo gira em torna do mistério: Quem roubou o texto, e por quê?
"O texto foi roubado,mas o livro jamais desaparecerá. Tal como a palavra, as idéias,a vontade de contar ou ouvir histórias."
Alberto Dines - Jornalista (Texto de Quarta capa do Livro de Todos)
Sou um dos autores-colaboradores do livro, e fui ao lançamento na Bienal de São paulo. Eis na foto Moacyr Scliar e eu, na sessão de autógrafos.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Lasciva Lula de volta (na internet)

E para quem viu o Lasciva Lula e gostou e ainda sente saudades da banda que se desfez há alguns meses, o grupo resolveu dar um presente especial. Os fãs ganharam um site novo onde tem cinco músicas novinhas que o grupo deixou à disposição da galera para ouvir e fazer downloads. É só acessar www.myspace.com/lascivalula. Os cinco novos sucessos são: Vontade de beijar Caetano, Entre Gêmeos e Leão, O Mistério da Moça, Carta ao Cals e Família Feliz.
Acessem e confiram.
Educação a distância: o caminho mais curto
Com a aprovação do MEC, esta idéia saiu do papel e pôs-se à prática, até agora com um alto e satisfatório índice de aprovação dos estudantes que escolheram este caminho mais curto, mais curto teoricamente, pois, na prática, levará o mesmo tempo da graduação convencional. A diferença é que a sala de aula é seu próprio escritório, e sua principal ferramenta é a internet, o que servirá de elo entre professores e alunos.
Segundo seus idealizadores, o ensino a distância veio para facilitar a vida do estudante, que pode controlar seu tempo, seu ritmo de aprendizado e se dedicar mais a tópicos específicos, e ainda sobrará tempo para se dedicar à família, ao lazer e a outras coisas pessoais, transformando o estudo em algo bem mais leve e satisfatório.
Na verdade, todos saem ganhando: governo, instituições e alunos. Mas, e os professores, o que acontecerá com eles? Terá espaço para todos? Será que o velho e bom professor cairá na virtualidade? Isso me faz relembrar o filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, quando o capitalismo começava a fazer um esboço na Europa do século 18, logo após a Revolução Industrial, na Inglaterra. Pelo menos não terá mais que ficar apertando parafusos, o que certamente reduzirá o nível de estresse; não enfrentará mais a poluição sonora, nem congestionamentos; não terá mais emprego...
Outra questão é: Os novos graduados a distância terão espaço no mercado de trabalho? Ou sofrerão algum preconceito, o velho preconceito que ainda existe quando se trata de universidades públicas e privadas? As instituições que usam esse recurso garantem que não.
Isso, só o tempo dirá.
João Rodrigues
sábado, 11 de outubro de 2008
O velho do sebo
Certa tarde eu o encontrei a folhear "O navio negreiro". Olhava a capa, abria, folheava, se lia não sei, colocou-o na estante, pegou-o novamente. Dirigiu-se ao balcão e perguntou o preço. Devolveu ao seu lugar. E assim fazia com todos os livros que pegava. Fiquei curioso.
Sempre que eu passava naquele local lá estava o velho a folhear livros; nunca o vi comprar nenhum. Era sempre a mesma coisa: abria, folheava, perguntava o preço e o devolvia ao local. Às vezes parecia normal, às vezes parecia maluco, mas assim são os loucos, ou os sãos.
Um dia, ao entrar no sebo, meus olhos o encontraram. Seu olhar fitava o meu expressando uma certa melancolia que contrastava com o verde de seus olhos que buscavam, na prateleira, mais um amigo para conversar. Perdi a coragem de me aproximar. O seu braço, trêmulo, tentava lentamente se arrastar até o objeto desejado. Cheguei a pensar em oferecer-lhe ajuda, mas recuei. Talvez eu tivesse invadindo a privacidade daquele pobre homem, mesmo assim continuei observando. Quem sabe agora não fosse falar com Bilac, Rachel, Lins. Esperei. Finalmente sua mão trêmula alcançou uma... Bíblia. Ele soprou a poeira da capa, folheou-a e parou em Mateus e leu em voz audível: "Mateus 11:28: Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei". Dessa vez não perguntou o preço. Achei que tivesse esquecido. Fechou-a e devolveu à prateleira. Levantou ao céu um olhar de piedade e saiu.
Nunca mais o encontrei por lá.
Por João Ferreira
Natal por outro ângulo
As ruas estavam vazias. Lojas e shoppings decorados com árvores de Natal e milhares de luzes coloridas que piscavam intermitentemente. O clima natalino pairava no ar. Fogos de artifícios estouravam aqui e ali. Algumas pessoas ainda passavam correndo em direção ao lar. Certamente a ceia estava sendo preparada e os familiares as esperavam para a confraternização. A casa à frente tinha uma mesa farta, repleta de refrigerantes, cervejas, panetones, rabanadas e uma infinidade de guloseimas. Crianças correndo pra lá e pra cá brincando com seus presentes que o Papai Noel trouxera. Uma música animada convidava todos a uma dança. Meia-noite. Homens, mulheres e crianças se abraçavamm e trocavam presentes, bebiam e comiam à vontade. Confraternizavam-se. A TV começava a apresentar a Missa do Galo. A paz, a comunhão, a solidariedade.O Pivete certamente não conhecia aquelas palavras assim como também não sabia de que forma saciar sua fome. E saiu sozinho pelas tristes ruas de uma alegre noite de Natal.


